Perguntas frequentes sobre madeira de demolição e madeira maciça

O que é madeira de demolição?

Madeira de demolição é a madeira maciça retirada de construções antigas — vigas, barrotes, assoalhos e esquadrias de casas, galpões e fazendas desmontadas — e reprocessada para uso novo. Como já passou por décadas de secagem natural em serviço, tem estabilidade dimensional superior à da madeira nova. No Brasil, as espécies mais comuns nesse mercado são a peroba-rosa e a canela.

Madeira de demolição é mais cara que madeira nova?

Em geral sim, por metro quadrado, porque o rendimento é baixo: cada viga rende poucas peças aproveitáveis depois da remoção de pregos, do desdobro e do aplainamento. O que compensa é a durabilidade e o fato de não existirem duas tábuas iguais — fale com a gente para uma estimativa do seu projeto.

Qual a diferença entre peroba-rosa e canela na madeira de demolição?

A peroba-rosa é mais dura e densa, com tom rosado a amarronzado e veio fechado — indicada para áreas de tráfego intenso. A canela é mais leve e clara, com veio mais aberto e tonalidade que varia do mel ao caramelo, e aceita melhor tonalização e acabamentos claros. As duas são madeiras de lei e ambas atendem uso residencial.

Madeira de demolição pode ser usada em área externa e molhada?

Em área externa coberta e em deck, sim, desde que a espécie tenha resistência natural adequada e receba acabamento próprio para exposição. Para deck exposto a sol e chuva direta, indicamos cumaru, ipê ou pinheiro carbonizado em vez de madeira de demolição. Em área molhada interna, como banheiro, a madeira exige impermeabilizante e ventilação — avaliamos caso a caso.

O que é madeira desidratada e por que ela importa?

Madeira desidratada é a que passou por secagem em estufa até atingir um teor de umidade compatível com o ambiente de instalação. Isso evita que a peça encolha, empene ou abra frestas depois de assentada. É praticamente obrigatória em ambientes com ar-condicionado permanente ou aquecimento de piso.

Vale a pena restaurar meu assoalho antigo ou é melhor trocar?

Se as réguas ainda têm espessura de desgaste — normalmente acima de 3 a 4 mm acima do encaixe — restaurar costuma custar menos e entregar um piso melhor do que substituir. Assoalhos antigos de peroba e taco de jatobá são de qualidade superior à média do que se vende hoje. A avaliação exige visita técnica: medimos a espessura remanescente e o estado do contrapiso antes de recomendar.

Como funciona a restauração de piso de madeira?

O processo é: lixamento com granas progressivas para remover o acabamento antigo e nivelar, calafetação de frestas, correção de peças soltas ou danificadas, e aplicação do acabamento escolhido — verniz fosco, semifosco, invisível, cera ou impermeabilizante. Também é possível tonalizar, mudando a cor do piso sem trocá-lo.

Qual o prazo entre o pedido e a instalação?

Depende de a peça estar em estoque ou precisar de beneficiamento sob medida. Material em estoque tem prazo menor; madeira de demolição beneficiada especificamente para o projeto leva mais tempo, porque cada lote passa por seleção, desdobro e secagem. Fale com a gente informando a metragem e a espécie para um prazo estimado do seu projeto.

Vocês dão garantia?

Sim, as condições de garantia sobre material e instalação são detalhadas na proposta de cada projeto, já que variam conforme a aplicação e as condições do local.

Vocês entregam e instalam fora de São Paulo?

Sim. Já executamos obras no Rio de Janeiro — o assoalho em peroba tratada do projeto Sadala e Gomide — e em Porto Feliz, na Fazenda Boa Vista. Fale com a gente para avaliar o seu caso.

Como faço para ver e tocar a madeira antes de decidir?

Enviamos amostras físicas das seis famílias que trabalhamos: demolição, nativas brasileiras, carbonizadas, importadas, desidratadas e ripadas. Cor e veio de madeira maciça não se avaliam por foto — a variação entre peças do mesmo lote é parte do material.

Que documentação acompanha a madeira nativa que vocês vendem?

Madeira nativa brasileira só pode ser transportada e comercializada com DOF (Documento de Origem Florestal), emitido no sistema do IBAMA, que rastreia a carga da origem até o comprador. Exigimos DOF de todos os nossos fornecedores. Madeira de demolição, por ser material reaproveitado, não gera DOF novo — a exigência recai sobre a linha de madeiras nativas.

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